domingo, 28 de junho de 2015

As tranças da minha infância

Uma das coisas que marcou a minha infância entre os cinco e os nove anos foram umas prodigiosas tranças. Duas tranças que a minha mãe todos os dias aprimorava. Esta escolha de estilo capilar por parte da minha mãe pode prender-se com uns traumas da infância dela.  A minha mãe sempre teve o cabelo fraco e durante a infância sempre olhou para as belas tranças das colegas, invejando-as. Assim, eu acabei por ser a concretização desses sonhos de menina. Tinha o cabelo bem comprido que andava sempre arranjados com aquelas duas tranças. Sempre as tranças. Eu cresci durante os anos 80 e as duas tranças eram coisa mais parola que podia haver. Posso dizer que as duas tranças nos anos 80 correspondiam, nos dias de hoje, ao famoso corte mullet. Toda gente chamava a atenção para as tranças e eu detestava aquilo. Apanhava sempre com a Pipi das Meias Altas. Eu sonhava com um totó de lado como as meninas que apareciam na tv ou então uma trança francesa mas das poucas vezes que houve uma mudança a coisa correu bem mal. Nuns anos da minha prima a minha mãe resolveu fazer-me dois totós e eu fiquei para lá de contente. O resultado em casa prometia mas há medida que as horas iam passando, o peso do cabelo fez com que aqueles dois totós passassem a parecerem duas grandes orelhas de cão! As fotografias desse dia estão lá para me recordar da coisa. Pareço um basset hound:
 Resultado de imagem para basset hound
Das poucas vezes que andei com ele solto aquilo era depois um inferno para pentear e quando fui atacada pelos famosos piolhos as coisa entrou no inferno. O quanto eu sofri nas mãos da minha mãe!! 
Isto andou até que a minha mãe resolveu que era tempo da coisa mudar. Finalmente tive o meu primeiro bob. Foi a liberdade!! Sei que a partir daí nunca mais encarei os cabelos compridos como uma opção para mim. Adoro ou melhor, amo de paixão cortar o cabelo. Sempre que mudo revivo aquela liberdade que senti quando desapareceram as tranças. Durante estes anos todo já tive (agora estou nessa fase) o cabelo mais comprido. mas nunca ultrapassa muito a linha dos ombros e anda quase sempre apanhado. Acho que está a chegar a hora de mudar!!!

Foo Fighters - Best of you


Soberbo


sábado, 27 de junho de 2015

E é assim, a minha pequenita já foi para a sua casa nova. Já sei que passou bem a noite e agora é habituar-se à sua nova vida. Com isto tudo sinto-me bem, um pouco triste de não ficar com ela, mas bem por a ter salvo e arranjado um lar.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Novamente um gato abandonado

Como não podia deixar de ser mais uma vez abandonaram uma gatinha com um mês e meio ao pé de minha casa. Sim, isto repete-se frequentemente e já é um clássico da minha existência. Num ano foram 9 gatos de todos os tamanhos, cores e feitios. Vamos conseguindo arranjar donos para eles. Uma vez somos nós que ficamos com eles, outras vezes, melgamos os nossos familiares, amigos, vizinhos, conhecidos e tudo o querer um peludo. Começa a ser uma sina!
Eram umas sete e meia da noite quando a minha prima me chamou para a ajudar. Tinha apanhado os cães do vizinho a massacrarem um gato pequeno num terreno ao lado das nossas casas. A princípio ela pensava que os dois cães andavam a caçar um coelho ou então uma cobra, mas depois viu que era uma gatinho pequeno. Com a ajuda do filho e da nora afugentaram os cães e procuraram ajuda, eu! Quando lá cheguei vi um gato aterrorizado, prostrado na terra e coberto de cocó. Tentava andar mas estava coxo de uma das patas traseiras. Agarrei num pano, cobriu-o com ele e consegui segurá-lo no colo sem ser arranhada ou mordida. A primeira coisa que notei era que se tratava de um gato doméstico e não um gato selvagem. Os gatinhos selvagens não estão habituados a humanos e reagem de forma bastante violenta. Tornam-se agressivos e não toleram afagos. Este era meigo e enquanto ia para casa esteve quieto que nem um rato. A primeira coisa que eu e a minha mãe fizemos foi dar-lhe banho. Agarramos num balde de água morna, shampoo dos cães e gato lá para dentro. Enquanto a minha mãe lhe agarrava na parte traseira do pescoço (ficam imobilizados e podemos tratar deles sem sermos arranhados) eu tirava-lhe o cocó. Os cães durante a luta morderam-lhe a barriga e as patitas, como reacção ela fez cocó. No fim do banho foi seca com uma toalha e confirmamos a suspeita, era uma gatinha. Colocamos uma taça com água, comida e uma cesta de verga tapada com uma velha camisola na casa de banho. Ela agarrou-se à comida e depois de ter comido bebeu água deitei-a na cesta. Lá fico, quieta e sem miados. Finalmente estava num sítio seguro. Ela estava num mau estado, magra, cheia de marcas dos dentes dos cães e, quando andava, arrastava uma das patas traseiras. Não parecia partida mas mesmo assim o quadro não parecia lá grande coisa.
Durante a noite de sexta fez cocó e xixi e dormiu muito. Sempre que alguém entrava na casa de banho ela bufava mas aceitava vir para o colo sem arranhar. Ficava muito quietinha enquanto eu lhe fazia miminhos. Ela é super meiguinha e adora que lhe façam festas na barriga
Durante o fim de semana foi melhorando da patita e, apesar de nem sempre acertar com a areia do caixote, as coisas correram bastante bem. O pior estava mesmo para vir... arranjar dono. Falamos no sábado com o canil e disseram-nos que tinha vaga e que a poderiam receber na segunda. Estava assim decidido o destino. Não é o ideal mas sempre é uma solução. Na segunda logo pela manhã a minha mãe falava com a irmã e contou-lhe a história da gatinha. A minha tia disse logo que o meu primo e a mulher queria um gato. Tinham recolhido um bastante doente que não resistio por isso, andavam a pensar em adotar. A Borboleta (nome provisório) arranjou um lar!!




quinta-feira, 18 de junho de 2015

Tardes de calor

Em dias de calor fica-se na semi-obscuridade a ver filmes, a ler e a beber água fresca aromatizada com limão. Isto são hábitos que perduram desde a minha infância.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Jesus no Sporting?

Vá e não volte!

A merda da caça

Já tentei começar este post várias vezes mas continuou com dificuldades em conseguir fazer passar a minha indignação. Vamos lá tentar:
Cá em casa temos dois cães, a Batata e o Pinhão. Este bichos fazem parte da fazem parte da família há 9 anos. A Batata foi abandonada ao pé à entrada da minha aldeia. Veio para a nossa casa por termos tido pena dela e dos estado em que estava. Tinhas umas rastas enormes e imensas carraças. Foi adotada e, depois de ter arranjado uma casa, resolveu constituir família. É então que o Pinhão aparece. Em princípio não era para ficar cá em casa mas o primeiro dono desistiu e ele acabou por ficar. Assim, formou-se uma dupla maravilha.
Ontem de manhã os meus pais foram buscar caruma a um pinhal e levaram a Batata e o Pinhão. Perto do pinhal há uma série de tocas de raposas que fazem as delícias do Pinhão. Adora andar a cheirar e a enfiar-se nas tocas. Evitamos sempre isso mas desta vez ele andou lá o tempo que os meus pais demoraram. Depois da recolha da caruma voltaram todos para casa e, logo que eles chegaram começamos a notar que o Pinhão estava estranho. Começou a tossir, a puxar o vómito e a ficar muito parado. A princípio pensamos que passaria depressa mas com o passar dos minutos a situação estava a ficar pior. Deitou espuma pela boca e começou a tremer de forma descontrolada. Ficamos em pânico. Eu e o meu pai agarramos nele e fomos diretos para o veterinário. Chegamos lá e o que temíamos concretizou-se. O Pinhão tinha comido comida envenenada! Estava envenenado. Foi-lhe administrado água oxigenada  para vomitar e quando vomitou, identificamos um fígado. Sabemos que os caçadores costumam largar fígados e outras entranhas envenenadas para matar as raposas e os predadores dos coelhos. São uns merdas, uns nojentos que deviam ser presos e impedidos de poder caçar para todo sempre. Infelizmente não temos provas e estes filhos de uma puta mal parida vão-se safando com o que fazem. Já em janeiro apareceram vários animais mortos mas não se conseguiu arranjar provas. Ainda fomos à GNR mas não há provas, logo não se pode fazer nada. 
O Pinhão ficou internado para receber tratamento. Foi colocado a soro, administrado carvão para absorver o veneno e impedir que entrasse na corrente sanguínea e um laxante. Viemos para casa com o coração apertado. Se as coisas corressem bem viria para casa ao fim do dia. Quando o fim do dia chegou voltamos ao veterinário para ver como estava o nosso pimpolho. Quando lá chegamos ficamos em choque. A casa de banho (foi lá colocado) estava todo preta com xixi, cocó e vómito. O Pinhão estava a tremer e mal se aguentava em pé. Estava tristonho e mal nos recebeu. Pensamos que o pior estava para acontecer. A veterinária tinha dúvidas quanto aos tipo de veneno que ele ingeri-o se fosse veneno para os caracóis não haveria nada a fazer. Só nos restava esperar. Ficou lá durante a noite para ver como reagia. A noite passou e eu quase que não dormir a pensar no meu canino. Logo pela manhã a veterinária telefonou. Quando vi o número pensei no pior, que eram más notícias. Atendi e felizmente as notícias eram boas. O Pinhão reagiu ao tratamento, o veneno não era para caracóis e ele estava todo reguila. Quando lá chegamos fez-nos uma grande festa e foi uma alegria vê-lo assim. Choramos! 
Veio para casa e tem estado a dormir e a receber imensos miminhos! Amanhã tem de fazer novas análises mas o pior já passou, felizmente.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Estou com um dilema literário

Se continuo com o Goa ou o Guardião da Aurora ou avanço para o Pêndulo de Foucault. Vi este fim de semana o Nome da Rosa e fiquei com saudades daquela escrita.